02
Oct 14

Como eu escolho meus candidatos




VoteDarkside

Não quero entrar em discussão de partido, nem candidatos específicos. Só falar um pouco sobre o MEU método de escolha de um candidato.

Em primeiro lugar, não reelejo quem não merece um segundo mandato. 

Se eu simpatizo com um candidato, voto, e ele não faz um bom governo, não dou segunda chance. Ele teve 4 anos para me provar que valia o voto, não provou , dou chance a outro. Além disso, se o governo foi medíocre e ele é reeleito, certamente vai considerar que fez um bom trabalho. No mínimo, um trabalho que lhe garantiu mais 4 anos no cargo. Em caso de derrota, entra um candidato novo, precisando mostrar serviço. E, certamente, se esforçando para conseguir um segundo mandato.

Em segundo lugar, partido não é garantia de sucesso.

Sim, tenho um partido pelo qual simpatizo. Mas CANSEI de votar em candidatos de outras legendas que concorriam ao mesmo cargo que os do meu partido preferido. Faço isso porque, no Brasil, partido é muito pouco levado a sério. Então escolho o candidato pela honestidade, capacidade e histórico. Não voto em candidato por causa do número dele.

Terceiro lugar, honestidade é qualidade.

Honestidade deveria ser obrigação mas, hoje em dia, é diferencial. “Ah, todos roubam” pode até ser, mas sempre procuro um candidato que tenha, pelo menos, menos suspeitas. Claro que todo partido tem escândalos e corrupção, mas levo muito em conta o que acontece com os investigados e, principalmente com os culpados.

Quarto lugar, presidente não manda em tudo.

Por mais que seja o cargo mais importante, o maior poder de um presidente é o poder de veto. No fundo, as maiores decisões são tomadas pelo senado e pela câmara dos deputados. Então, não se preocupe se seu candidato a presidente tem uma ou outra diferença com o que você pensa. Ele não manda tanto assim. O mais importante é parte econômica, programas sociais, planos para educação e essas coisas. Ser a favor, ou contra, liberação de drogas (por exemplo) é mais importante na hora de escolher deputados e senadores. O presidente define “um rumo” pro país. Mas são os outros que votam.

Quinto lugar, no primeiro turno, voto em quem quiser.

Não tem dessa de voto útil no primeiro turno. É a hora de você votar no candidato que quiser. Pesquisas erram. Lembram quando o primeiro colocado à prefeitura de SP ficou de fora do segundo turno? No segundo turno, você escolhe quem achar melhor entre as duas opções, mas no primeiro, vai em quem acha melhor.

Sexto lugar, não voto branco nem nulo.

Por piores que sejam as opções, eu sempre escolho candidatos. Sabe o que é pior que ter opções ruins? É deixar os outros escolherem por mim a opção que eles preferem. Se é pra ser ruim, eu escolho o menos pior.

Podem achar que isso é algo contra o PT, já que presidente e governador (do DF) são do partido, e eu disse para não reeleger quem não merece. Mas informo que na última eleição votei no Agnelo. Ou seja, defino isso caso a caso. Se eu acho que é a melhor opção (ou menos pior), eu voto sem me preocupar com partido.

Pra fechar, já defini 4 dos 5 candidatos, nos quais vou votar. E eles são de 3 partidos diferentes. Provando que levo mais em conta o candidato que o partido.


28
Apr 14

Oswaldo, meu irmão mais novo

Sabe aquele irmão bem mais novo? Aquele com uma distância enorme de idade, que é o mimado da casa? Que acha que pode tudo e é dono de tudo?

Então, esse era o Oswaldo.

E sim, ele podia tudo e era dono de tudo.

O rapaz gostava muito de ficar num canto do meu armário. Quando a porta estava fechada, ele sentava na frente e me chamava pra abrir. Se eu demorasse, ele dava um jeito de abrir e se virava sozinho.

A cadeira que eu comprei pra trabalhar sentado na mesa, não deitado na cama (montado no laptop), logo virou a cadeira do Oswaldo. E disputamos como irmãos disputam um brinquedo novo.  Chegando ao ponto dele me tapear pra ficar com a cadeira. Eu estava sentado lá, ele foi na janela e bateu no vidro, pedindo pra eu ir lá abrir pra ele. Levantei e fui lá. No meio do caminho o gato sai correndo e rouba a minha cadeira. E ele ficou com ela. Ele me venceu, merecia ficar com o prêmio. Foi mais esperto que eu.

Mas quando eu estava trabalhando até tarde ele tava do lado. Ou em cima.

Ele era tão carismático, que fez amigos no prédio.

Os netos da minha vizinha, de porta, ficavam animadíssimos quando o viam. Eu só ouvia duas crianças gritando “OSWALDO!!!”.

A vizinha, do quinto andar, deu uma fonte pra ele beber água. Que era do gato dela porque ela ficou sabendo que ele tava com problemas urinários.

A chinesa, que morava aqui no prédio, ficava encantada com o Oswaldo na janela. Cansei de ouvir barulhos estranhos, olhar pra baixo e ver ela lá “conversando” com o gato.  Se me encontrava na portaria sempre falava as mesmas duas palavras “Cato pleto!” Ela tentava.

Sem contar com as várias vezes que parava gente de baixo da janela pra ver o gato que gostava de viver perigosamente.

Tanto que um dia ele caiu lá em baixo.

Não o achava aqui em cima, desci pra procurar e achei de baixo de um carro, escondido. O porteiro disse que tentou pegar, mas o gato rosnou (gato rosna?) pra ele. O Oswaldo aprendeu direitinho a não falar com estranhos.

E levou isso tão a sério que ficou conhecido no veterinário anterior como “Oswaldo, o Bravinho”. No último, eu tinha que estar presente pro gato ficar mais calmo e não matar o Doutor, que tentava (inutilmente) virar amigo do Bravinho.

Eu nunca tinha perdido ninguém da família, com quem eu tivesse muito contato. E não sabia “como funcionava”. Cheguei até a estranhar a falta que um gato (ou como a Lu me corrigiu “Não era um gato, era o Oswaldo”) me faz. Realmente, senti como se um ente querido tivesse morrido.

Mas era um ente querido.

E fiquei surpreso como as pessoas que me conhecem muito, ou pouco, notaram isso.

Desde gente que convive comigo diariamente, passando por amigos de internet e até gente com quem convivi muito pouco, mas notou. Claro que as 127 fotos dele no Instagram ajudaram a mostrar isso. Mas eu não fazia ideia de que era tão claro.

Dessas fotos, algumas me lembram bastante ele.

Se interando das notícias:

Participando das refeições:

Me acompanhando em QUALQUER momento:

Bebendo água da maneira que mais gostava:

Se preparando pra viajar:

E, claro. Dentro de caixas:

Sempre mostrando quem manda:

Até selfie ele fez. Antes da Hellen:

Obrigado pelos 29 meses, Oswaldo.


29
Dec 12

Como o copyright de música deveria funcionar no Youtube (pra mim)




Quem sou eu pra ensinar o Google a fazer negócios, eu sei. Mas sempre pensei que deveria existir uma maneira melhor de gerenciar direitos sobre músicas, usadas em vídeos, do que como é hoje.

Não sou lá muito de fazer vídeos e subir pro Youtube. Inclusive, tenho um pronto, há mais de um ano, mas ainda não escolhi a trilha. Geralmente, eu pego músicas gratuitas no Jamendo e uso nos vídeos. Assim, não tem como o Youtube rejeitar os arquivos, e nem preciso me preocupar com possíveis processos. De quebra, ainda descubro boas bandas.

youtube-logo

Na minha cabeça, se eu não estou fazendo vídeos para ganhar dinheiro, estou divulgando a música de graça, certo? Tudo bem que Gangnam Style não precisa de mais nenhuma divulgação (principalmente no Youtube), mas ninguém vai pagar para usar uma música num vídeo pessoal pra subir no Youtube. Se quiser, até tem umas opções bem baratas pra isso. Mas a maioria quer usar músicas consagradas.

O Youtube já paga por passar clipes de músicas. Podia aproveitar e pagar também pela utilização delas nas produções caseiras. Ou, no mínimo, dividir a receita com publicidade. Nada de excepcional.

Outra opção era colocar o link pra comprar a música na Amazon, iTunes, ou seja lá onde for. Aproveita que a pessoa já tá ouvindo a música e vende pra ela. Não impede de tocar. Aproveite a publicidade gratuita de quem escolheu a sua música.

Até sei que às vezes, nem entendo como direito, aparece um link vendendo a música. Mas isso é muito esporádico. Tinha que ser regra. Mas a gente sabe que o mercado musical vem dando tiro no próprio pé faz tempo. E agora nem tem mais Steve Jobs pra ensinar a eles o que a gente precisa.

Isso tudo é uma questão de negociação e divisão de lucros.


11
Jan 11

Pimp my iPhone 4




Uns dois meses atrás meu iPhone foi do meu bolso pro chão. Nenhuma queda gigantesca, mas foi o suficiente pra isso.

Obviamente não fiquei nenhum pouco feliz. Fui atrás de um lugar pra trocar, mas pelo que eu fiquei sabendo tavam cobrando R$ 800 pra trocar isso!! Quase o que eu paguei no meu telefone!!! Como eu ia viajar no réveillon pensei em trocar numa Apple Store. Antes de viajar, eu decobri no Blog do iPhone que tinha como fazer isso por conta própria. Mas eu fiquei com preguiça de ver o vídeo todo, de QUINZE MINUTOS, e tava meio com medo de abrir o bichinho. Mas o @damascenodu assistiu ao vídeo e viu que era tranquilo. Animamos em compramos traseiras de metal pros nossos iPhones.

Num site chinês, uma traseira de metal com a chave de fenda e o frete sai por volta de U$ 20. Variando de acordo com a traseira (tem várias de diferentes materiais). Muito menos que os R$ 800 cobrados por aqui. E é muito fácil de trocar.

O primeiro iPhone demorou menos de um minuto pra trocar. No segundo, como a gente tava gravando, demorou dois minutos. E é bem tranquilo. Aparentemente não rompe nenhum lacre de garantia, mas se algum dia der algum problema no seu iPhone e tiver que levar na autorizada, sugiro voltar para a traseira original, tá?

Ficou assim:

E tá aí o vídeo:

A traseira que eu comprei foi essa e a chave de fenda é essa. Divirtam-se.

Mas não me responsabilizo por nenhum problema. Quem fizer assume os riscos.


24
Aug 10

Comprar ficou mais difícil




Eu adoro cartão de crédito e débito. É ótimo pra não ter que ficar esperando troco, não ter cara feia de vendedor quando você usa uma nota de R$ 100 e até pra carteira ficar mais vazia. Só que a gente não consegue mais fazer uma compra simples e rápida.

Começa no cartão. Nunca é rápido. Mesmo que não esteja fora do ar, esteja dando linha e tenha uma máquina disponível. Mas tudo bem, são questões técnicas.

Hoje tive que passar na farmácia pra comprar soro fisiológico e algodão. Fácil, não?

Nem tanto.

Na primeira farmácia só tinha soro de tamanho grande. E eu não precisava disso tudo. Então só fui comprar o algodão.

Peguei um algodão que custava R$ 1,50 e fui pagar no caixa.

Pra facilitar nem usei cartão, já fui com uma nota de R$ 2 na mão.

Cheguei lá e ouvi a primeira pergunta.

“Quem te atendeu?”

Pra começar, só tinha UM cara atendendo, mesmo assim, demorou um século pra conseguir pedir o soro pra ele. Acabei pegando o algodão por conta própria. Aliás, comissão em compra de R$ 1,50?? Vale a pergunta??

Continuando, falei que ninguém tinha me atendido. Aí, a caixa fala que era R$ 3,50, o de R$ 1,50 era outro, num formato diferente, bla, bla, bla… Como o que eu escohi já tava bom e eu queria logo ir embora falei que era aquele mesmo e fui pagar com uma nota de R$ 5.

Nisso ela me fala da campanha do troco social. Que você doa o troco da sua compra pras crianças com câncer e tudo mais. Falei que tudo bem, podia doar.

Aí, ela me pergunta se era pra doar todo o meu enorme troco de R$ 1,50!!!! Já impaciente mandei um “é… é….”.

No final de todo esse processo, eu pegando meu algodão e saindo ela fala “Espera, seu recibo da doação!!”. Ainda tentei deixar pra lá, mas ela insistiu.

Sei lá, né, vai que eu quero deduzir do imposto de renda…

Pelo menos não perguntaram se eu tinha o cartão fidelidade, se eu queria levar um segundo produto igual com desconto e nem se colocava o CPF na nota. Podia ter sido pior.


08
Jul 10

Como tratar multidões

Quem tá acostumado a ir a shows aqui no Brasil sabe que é trabalhoso.

Pra entrar são poucos portões, a revista demora, mas nada de muito absurdo.

Pra sair é um caos. Saímos pelos mesmos portões que entramos. A diferença é que na hora de entrar o fluxo de pessoas é mais espalhado, pra sair é todo mundo ao mesmo tempo. Sempre demora um tempão pra sair. Às vezes é melhor esperar pra só sair depois da muvuca.

Num show que eu fui, do Iron Maiden em São Paulo, eles fizeram todo mundo sair pelo fosso do Parque Antártica. Umas 30 mil pessoas saindo por um corredor de menos de 10 metros de largura. Sem contar que depois de conseguirmos sair o caos continua. A galera sai andando pelas ruas, os carros não conseguem passar. Todo mundo disputando espaço.

Na minha última viagem, fui ao show do Paul McCartney no Hyde Park. Foi a primeira vez que fui num show tão grande no exterior. Na verdade era um festival, nem sei quantas mil pessoas, mas era muito grande.

Na entrada, já foi mais fácil que aqui. Mas a maior diferença foi na saída.

Pra começar eles abriram um portão enorme pra todos saírem. Muito mais fácil e rápido, nem teve empurra-empurra. Depois disso, os policiais começaram a dividir o fluxo de pessoas. Assim eles podiam coordenar o trânsito, os pedestres, evitar que todos saíssem pelo mesmo lugar, orientar onde ficava o metrô. Eles coordenavam tudo.

Tudo bem que no Brasil a polícia tenta fazer o mesmo, mas sempre fica muito confuso. Mas o maior diferencial nem é esse. É como a polícia trata a multidão.

Aqui são policiais, sempre armados, muitas vezes em cima de cavalos, sem nenhuma simpatia. Não fazem a menor questão de fazer qualquer coisa além de esvaziar o lugar do show.

Lá em Londres, além de não estarem armados, não montarem cavalos e serem mais amigáveis, ainda tem um cara orientando tudo. E no maior bom humor do mundo. O que facilita muito a acalmar aquela multidão faminta e cansada no final do show.

O vídeo tá em inglês, mas vale a pena assistir pra ver como orientar multidões sem impor a força.

Pra quem teve preguiça de ver, ou não sabe inglês muito bem:

“vocês estão sendo mantidos aqui para a sua segurança, e meu divertimento pessoal”

“vocês estão sendo mantidos aqui porque são muito azarados”

“vocês no final da fila….. ha ha ha”

Não é tão difícil trabalhar mantendo o bom humor, né? Seria tudo tão mais fácil e teria muito menos confusão se tivéssemos mais policiais assim.


11
Jun 10

Eu e a Copa

Eu amo Copa do Mundo. Um monte de jogos, todos os dias. Assisti até os jogos mais vagabundos.

Eu já assisti a Alemanha x Arábia Saudita numa TV na biblioteca da faculdade com um clipe de papel atrás, servindo de antena. Já larguei um estágio porque ia ter uma ação durante todos os jogos do Brasil e nem ia poder assistir aos outros também.

Vou ter que acordar às 8:30 pra assistir a alguns jogos. Não sei qual vai ser a agilidade do meu raciocínio, nem se vou aguentar o jogo inteiro acordado, mas vou tentar!

O problema é que eu vou viajar no meio da Copa. Na verdade, eu entro num avião na hora que começa o Brasil x Costa do Marfim. Vou ter que me contentar com a narração do piloto.

Mas tem um lado positivo nisso. Se tudo der certo, vou assistir a um jogo da França em Paris e outro da Inglaterra em Londres! Vai ser muito divertido assistir a jogos que eu não tenha muita preocupação no meio de torcidas fanáticas. Obviamente vou tirar um monte de fotos das comemorações. Espero que eles vençam pra ficar melhor.

E nem sei se vou assistir aos jogos do Brasil nos hotéis, ou se procuro algum lugar mais animado pra assistir. Mas com certeza vou colocar tudo no blog, como sempre faço em viagens.

Já fiz a minha previsão no Blog Canelada. Mas o México já começou dificultando meus palpites quando empatou com a África do Sul.

Que venha o resto da Copa!

E que o twitter aguente firme, forte e sem baleias…


31
May 10

Porque as pessoas matam outras pessoas




Um dia desses eu falei no twitter sobre uma ligação que recebi me oferecendo um cartão de crédito Itaú TAM. Eu já tenho 4 cartões de crédito. Dificilmente alguma coisa vai me fazer pegar mais um. A vantagem desse era transferir automaticamente meus pontos pra TAM. Não achei que valia, então esperei ele acabar de falar tudo que tinha decorado e mandei na primeira pausa:

“Obrigado, mas já estou satisfeito com os cartões que tenho”

Fui direto e educado. Mas acho que não ficou muito claro pra ele que continuou insistindo. Tentei mais uma vez:

“Olha, eu já tenho muitos cartões e não tenho interesse nesse”

Ele tentou mais uma vez me convencer, mas minha paciência (e minha educação) já tinham ido pro espaço.

Desliguei na cara que era melhor que eu podia fazer.

Hoje fui ligar na NET pra (mais uma vez) reclamar que o sinal tava falhando toda hora. Além disso, tinha vezes que o meu decoder parava de responder ao controle e eu precisava tirar da tomada e colocar outra vez. Só que já tinha uns 15 dias que tava assim. Cinco dias atrás reclamei e mandaram um técnico lá que trocou o aparelho. Mas não adiantou nada.

Voltando a hoje, liguei lá, a gravação atendeu e comecei a perder a paciência.

A gravação, irritantemente simpática fingindo que não é gravada, diz que estava querendo me identificar pelo número de telefone. Muito inteligente, se funcionasse, afinal é um saco dar o código do assinante toda vez. Mas isso nunca funciona. Sempre tenho que dar o código do mesmo jeito.

Cheguei na atendente depois de muitos dígitos e falei pra ela do meu problema. Ela falou o óbvio, mandou eu tirar da tomada e colocar de volta. Eu falei pra ela que eu SABIA que isso ia resolver, mas ia voltar a acontecer. Mas ela insistiu que era o que eu tinha que fazer para ela poder diagnosticar o problema. Desliguei, liguei de volta e, obviamente, estava funcionando. Quando eu disse pra ela que estava funcionando ela foi caminhando pro final da ligação, como se tudo estivesse perfeito. Falei pra ela que sabia que ia voltar a acontecer, porque NADA de diferente foi feito. Só a solução que eu já tinha descoberto, que ajuda mas não conserta. Aí ela me fala:

“O senhor deve aguardar um pouco, já que a sua única reclamação é de cinco dias atrás. Deve esperar para ver se normaliza”

Pronto, fim de paciência.

Mais irritado já soltei um:

“Olha, tem 15 dias que eu não tenho minha NET funcionando como devia. Como eu sei que vocês são enrolados (o técnico chegou meia hora depois do final do prazo na minha casa) eu evito ao máximo ligar. Só faço isso em último caso. Se não melhorou em QUINZE dias, mesmo depois de uma visita do técnico não é agora que vai melhorar”

Ela continuou com aquela cartilha feita pra nos irritar. Ouvi um pouco e não aguentei:

“Já vi que você não ta querendo resolver mesmo. Outro dia eu tento”

E desliguei.

Resultado. Minha NET não deve tá 100%, mas vou rezar pra isso se resolver sozinho. Que é mais provável que eles resolverem pra mim.

Sempre lembrem disso quando alguém entrar num lugar, atirar em todo mundo e alguém falar “ah, nunca pensei que ele fosse capaz disso”. Confiram as últimas ligações dele. Tenho certeza que teve um telemarketing, ou um suporte técnico no meio.


16
Apr 10

Início da viagem

Início de viagem é sempre parecido. Correria, aeroportos, medo de ter esquecido alguma coisa. O problema é que quando você viaja com o @damascenodu as emoções podem ser ainda maiores.

Já tínhamos ido pro aeroporto de Brasília às 3:30 da manhã (aliás, devo agradecer a minha namorada que fez questão de me levar, mesmo nesse horário absolutamente ingrato) pra pegar o voo das 5h pra São Paulo.

Aliás, o @VictorBentim chegou bêbado, direto da balada. Vou tentar colocar o vídeo no youtube e posto aqui depois.

7 horas de voo até a Cidade do Panamá. Sem TV no avião nem nada. Eu que já tinha esquecido de levar um livro, me virei com revistas que tinha comprado. Dormir em avião não é o meu forte. Ter 1,90m não ajuda nessas horas.

Depois mais 7 horas no avião até Los Angeles. Mais uma vez dormi pouco, li e fiquei ouvindo música. Nesse avião tinha daquelas TVs pra todo mundo. São pequenas e não dá pra escolher o que assistir, mas já quebram um galho.

Chegando aqui, fomos buscar o carro que alugamos. Ainda bem que alugamos na Hertz. Sem filas e fomos atendidos em inglês. Ano passado, alugamos na Alamo. Demorou séculos pra conseguirmos ser atendidos e era em espanhol, o que dificultou muito.

Enquanto íamos buscar a X-Terra que tínhamos alugado, passamos na frente de um monte de conversíveis que teríamos alugado se o Batata não tivesse inventado de vir com a gente. Já ia ser difícil colocar 3 num conversível. 4 era impossível. Claro que ficamos nos questionando como trocamos um carro conversível por um amigo, mas todo mundo faz uma besteira dessas uma vez ou outra. =P

Chegamos no hotel, buscamos o Batata (que chegou mais cedo), fomos comer e demos uma passeada de carro na Sunset Boulevard, que é aqui do lado do hotel.

Quando voltamos e fomos nos preparar pra dormir, o @damascenodu fez toda a questão do mundo de dormir com o Batata. Eu e o @VictorBentim não quisemos nos intrometer nas decisões do casal e aceitamos numa boa. O problema é que são duas camas de casal no quarto. Uma pra eles e outra pra nós. E o @VictorBentim é quase do meu tamanho, não íamos caber na cama. Talvez abraçadinhos, como o @damascenodu e o Batata. Mas preferimos desmembrar a cama. Hoje eu durmo no colchão e ele no que sobrou da cama.

São 5:25 da manhã e às 9h a gente vai acordar. Então vou dormir pra tentar fazer coisas mais proveitosas amanhã e conto aqui no Blog depois.


18
Feb 10

Eu e o carnaval




Quem me conhece sabe que eu não sou fã de carnaval. Não gosto de grandes aglomerados de pessoas suadas, nem da música.

Antes que me chamem de velho, eu posso encarar multidões por motivos maiores. Um jogo de futebol ou um show de uma banda que eu goste, por exemplo. Mas não vou encarar isso tudo pra uma coisa que eu não goste tanto.

“Ah, mas você nunca passou um carnaval num lugar legal. Não pode dizer que não gosta”. Já passei um no nordeste (por mais incrível que possa parecer) e pelo menos um no Rio.

O no nordeste foi em Maceió. Na verdade, pertinho de lá, num lugar que não me lembro exatamente o nome. Mas não é tão importante assim. Esse lugar que estávamos era perto de uma outra cidade vila povoado bando de gente chamado Paripueira. E nesse lugar íamos pra festa (ou algo parecido) de carnaval. Felizmente faltou luz no dia e não fomos. Não ia ser bom, garanto.

Já o que eu passei no Rio foi bem mais tranquilo. A música já é melhor que no nordeste e a cidade também. Lá também não é tão caro quanto Salvador, por exemplo. A estadia pode até ser, mas tenho onde ficar e a maioria das coisas que tem pra fazer são blocos de rua que são bem mais tranquilos. E se eu não quisesse saber de carnaval era só ir a um restaurante, shopping ou outro lugar. Existem alternativas.

O meu único problema em passar o feriado em Brasília é que meus amigos viajam. Pelo menos a @Clilii e a @ivanabentim passaram também passaram aqui. E deu pra comermos muita porcaria. =)

Meu ideal de carnaval é passar no exterior. Aqui é feriado, lá faz frio (hemisfério norte, ok?) tudo conspira a favor. Um dia eu faço isso.

Samba no pé, só se for meu tênis.

Samba no pé


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